Tenda   de   Umbanda   do   Pai   Tomas

 

 

 

Pai Benedito, Médium Bira  
Mãe Maria, Médium Diolinda  
Pai Tião, Médium Maycon  

 

 

 

 

 

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Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo "preto-velho" torna-se característico e com sentido apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria "Negro Velho", "Negro Ancião" ou ainda "Negro de idade avançada" para identificar o homem da raça negra que encontra-se já na "terceira idade" (a melhor idade). Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo ao encontro da imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.
No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Trazidos da longínqua África, e escravizados no território nacional Brasileiro, os negros não tinhas saída, mesmo porque sempre vigiados pelos Feitores dos senhores de engenho, na Umbanda, os Pretos Velhos vem na linha de Oxalá, o Orixá do Perdão, do Amor, da Humildade, são os Pretos Velhos e pretas Velhas quem nos ampara, quem nos socorre quando de uma dor, com seus chás de ervas, com seus remedinhos caseiros, sempre com muita Fé em Zambi.
Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; sudaneses; iorubas; minas e malês.
A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro:
" Em quatro séculos, XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos!
Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": pau, pano e pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães–do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi, protegido de Ogum.

Dia da Semana: Domingo
Comemoração Anual:13 de Maio.
Bebidas: Água com Arruda, Vinho Tinto
Cor: Branca e o Preto

 

 

 

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