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Lá pelos anos de 1793 na capital do Congo, em uma família de grande posse, nascia uma negrinha preta como um tição, a qual recebera o nome de Rita, cresceu e quando já estava com seus quinze anos aproximadamente, a negrinha Rita vivia fugindo dos muros de sua casa para poder brincar e se encontrar com as crianças de família de menor posse, por diversas vezes tirava de seus pés os calçados que usava e doava aos amigos mais humildes e de pés no chão, chegava em sua casa e lá vinha broncas de seus pais, o qual sempre lhe cobrava por onde andava que ninguém sabia de suas saídas e seu paradeiro, sempre que retornava estava sem uma de suas vestes, ora era uma blusa, ora um vestido, ora um calçado e assim levava sua vida a rica menina Rita, aproveitando de suas desculpas sempre não convincentes para seus pais, os mesmos lhe dizia que um dia ainda iria se arrepender por sair de seus domínios onde tudo era seguro e se aventurar junto aos demais negros sem nenhuma cultura.
Em um dia normal de suas andanças, a negrinha Rita, foi avistada por elementos desconhecidos daquelas redondezas, mal sabia ela que eram mercadores de escravos, e, vendo aquela negrinha nova, bonita logo foram chamados a atenção então pelos olheiros dos mercadores, que não perderam tempo em seqüestra-la (capturá-la como se dizia para os demais negros), começou ai uma longa historia da negra escrava Rita de Congo.
Trazida ao Brasil, só sabia ela que desceram em um local onde se dizia que era Santos em São Paulo, então a negrinha dizia com seus companheiros de viagem, ao menos estamos em um local de “Santo” e por certo não nos farão mal algum, pobre coitada foi, foi logo colocada a venda em feiras de escravos e arrematado por um senhor que se dizia proprietário de terras no interior do estado de São Paulo.(conhecido ele como senhor das terras do café e cana) Levada foi a negrinha Rita que chamava a atenção de todos por ser bem apanhada, bonita,. . . e aos dezesseis anos foi logo colocada como procriadora, obrigada a ser fêmea dos negros procriadores de escravos. Deu a luz a vários filhos, não sabe ela quantos, mas sabe que mal os mesmos nasciam e lhe era tirados pelos feitores, colocando-os a venda, como havia trocas de negros entre os senhores de terras, era ela obrigada a amamentar os negrinhos que lhes eram trazidos sem saber sequer a quem estava amamentando, mal terminava ela de dar a luz a um filho e já tinha outro negro a espera para nova “cria” assim viveu ela Rita até os seus quarenta e cinco anos, acredita ela, pois quando começou a escassear suas “regras” (entrara ela na menopausa), foi colocada a trabalhar na cozinha do senhor das terras, aprendeu a culinária brasileira, portuguesa e criou sua própria culinária, com tantos partos sofridos aprendeu ela a se cuidar como se animal fosse, e então aplicava estes conhecimentos de “parteira” também as demais negras, como era inteligente e de certa forma diferente das demais negras, tenha certas “regalias” na casa grande, mas para isto tinha de cuidar, e muito bem, também das filhas dos patrões que residiam na casa grande, com este conhecimento aprendeu a cuidar de crianças com todo o tipo de problemas, lembra Vó Rita, que muitos filhos dos patrões a ela pedia socorro para que intercedesse junto aos seus pais para que lhe dessem algumas regalias, coisas de crianças como ela mesmo diz. Conta ela Vó Rita, que era uma das que mais ajudava os negros aprisionados, pois como engordou demasiadamente, a mesma tinha facilidade de levar comida a estes negros, e diz ela que quando o negro era “açoitado” o mesmo sentia muita sede, e para ampara-lo a nega Rita levava-lhes “chu-chu” bem cozido e explica ela o “chu-chu” cozido alem de enganar a fome também mata a sede. Com 94 anos partia deste mundo material a negra Rita que hoje através de sua evolução no mundo espiritual vem nos ajudar em nosso dia a dia sempre com aquele amor e humildade dos pretos velhos, comenta ela Vó Rita; saio da matéria com 94 anos e não era caduca, tinha quando encarnada 114 kilos. Hoje nos da Tenda de Umbanda do Pai Tomas podemos pedir a Vovó Rita que interceda junto ao nosso Pai Oxalá e a Mamãe Oxum por nos. Vovó Rita nos de sua ajuda e seu amor para que possamos viver em harmonia. A BENÇÃO DE NOSSO PAI OXALÁ E A BENÇÃO DE VOVÓ RITA, OLHAI POR NOS.

Cozinha da Vovó Rita:

Junte tudo o que tiveres de sobra em alimentos cru em sua casa (arroz, feijão, macarrão, alho, cebola, cheiro verde, abobrinha, batata, chuchu) de tudo um pouco, coloque em uma panela e cozinhe tudo, sirva quente, bom apetite.

 


droga é uma droga!!! - diga n ã o as drogas  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

V O V Ó     R I T A

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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